 Showhouse em lugar de showroom. Esse conceito transparece na compartimentação e na arquitetura corporativa da empresa fashion instalada em uma casa dos anos 50 "re-reformada", implantada em terreno de esquina com 349 metros quadrados no bairro Petrópolis. Por meio de reciclagem anterior, a residência já havia se convertido em endereço comercial, mas era possível entrever a proposta original. Hoje, a estrutura revista e ampliada para apresentar coleções e hospedar revendedores adota o aspecto contemporâneo com intuito cênico. Nobres materiais vestem linhas retas no estilo idealizado pelo arquiteto paulista Tito Ficarelli, preocupado em acolher a clientela: - Nos acabamentos, a característica é mais minimalista e monocromática para valorizar a luz natural. Apesar da função comercial, quero que seja convidativa e agradável como uma casa, não um hotel. No ambiente de estar com lareira - atualizada, para se integrar à linguagem da casa, com frontão de granito em corte canjica - uma abertura com pano de vidro capta a luz natural sem prejudicar a privacidade. Esse recurso é identificado em outros pontos - junto à cozinha integrada a um ambiente de jantar e no pavimento superior. Em branco quase total, a fachada exibe volume de linhas retas que prossegue no muro de madeira, com resultado "mais leve na comunicação com a rua", na concepção que "puxou" a casa para perto da calçada. - A casa branca salta para a frente - argumenta o arquiteto. Textura nas paredes externas das áreas alvas do prédio de 315 metros quadrados dá homogeneidade à proposta. Por dentro, esse branco é liso. Pelos pisos são demarcadas as áreas: no pavimento inferior, de 177 metros quadrados e poucas paredes, são de granito branco e, no superior, de 138 metros quadrados, pisa-se em laminado ebanizado. Neste andar, a ampliação de planta viabilizou a criação de três suítes para hospedar clientes, além de dois ambientes de estar compartilhados. Do lado de fora, o arquiteto diz ter "respeitado a boa relação do imóvel com o jardim lateral". Isso fez com que a área fosse mantida, com o deque e o lago de carpas propostos pelo projeto da reforma anterior, assinada pelo arquiteto porto-alegrense Mario Englert e pela arquiteta paisagista Susana Nedel. Tal como a climatização remanejada, no jardim houve adaptação à nova planta, trabalho este do paisagista local Antônio Carlos de Oliveira Ribeiro. A obra teve gerenciamento de Mário Negrão e acompanhamento do olhar atento do paulista dono da marca e da empresária gaúcha. Fonte:http://www.clicrbs.com.br/ |