Não vim aqui para falar de programas de televisão em que muitas pessoas, com talento ou não, sonham com um lugar ao sol, ou só que brilhe a estrelinha mesmo, mas vim falar daquelas pessoas que mesmo sem nunca saber da nossa existência, nos são exemplos e de alguma forma gostaríamos de ser eles, ou fazer o que eles fazem. Como o próprio nome do texto diz, falo dos ídolos.
Seja ídolo na literatura, na música, no futebol, não interessa, eles têm algum talento que por óbvio nos chama a atenção. Particularmente, me sinto excluída da cultura brasileira, mal conheço Chico Buarque, pouco li de Mario Quintana, só sei que o Érico é pai do Luiz Fernando (Veríssimo), até hoje danço os hits da Jovem Guarda, sei o básico da Tropicália, mas até hoje nomes são gritados a todo tempo na minha vida e esses mesmos nomes são capazes de reunir multidões. Nomes que eu não faço a mínima idéia a quem pertencem.
Eu gosto de ler, adoro música, acompanho alguns esportes, mas ídolos, eu tenho raros, e não sei nem justificar. Não sou maníaca que quer se vestir exatamente igual ao ídolo, um dos meus é o Renato Russo, tenho certeza que eu ficaria estranha com um óculos quadradinho e dançando mais que loucamente (e se analisar, essa é exatamente eu), mas fui fã do Renato Russo poeta e invejo muitas de suas letras e a forma que ele contava musicalmente tantas histórias. A vida dele não pode me servir de exemplo, anos usando drogas, surtando em pensamentos, depressivo com o mundo, sem esperança nos jovens que lhe seguiam.
Esteja Cazuza com a razão: meus heróis morreram de overdose. É o ponto principal do assunto que quero tocar. A idolatria tem limites. Existem pessoas que têm verdadeiros chiliques no simples fato de ouvir o nome daquele ídolo. É como se o mundo todo tivesse que parar e prestar atenção naquele naquele nome e se curvar perante um altar.
Sou da opinião que idolatrar qualquer ser humano é um erro. Madre Tereza de Calcutá tinha defeitos. Não to comprando brigas com católicos, mas também sou contra o santificar humanos. Acredito cegamente na imperfeição e não to aqui também para discutir o motivo dos seres estarem no planeta Terra, mas acredito muito mais no ‘indivíduo’. Nos seres individuais. Sou a favor da personalidade forte e da mente aberta. Sou a favor de aprender a fazer o bem, fazer o que é bom.
Infelizmente é comum pessoas morrerem por seus ídolos, desencadear doenças pra ficar exatamente como o ídolo aparentemente é.
Não é utópico imaginar um mundo melhor, mas primeiramente temos que fazer o nosso próprio mundinho particular melhor, pra gente e para os outros. Idolatre bons exemplos. Idolatre sua própria vida. Cultue seu próprio corpo. Goste do ambiente em que vive. Levante a auto-estima. Ame os convivas. E não esqueça: use filtro solar (abraço, Bial).