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A escolha é nossa. A vida sempre coloca em nossa frente várias
opções. A preferência é livre, mas, uma vez
feita a opção, querendo ou não teremos as conseqüências.
Se houvéssemos casado com outra pessoa, talvez guardássemos
para sempre a ilusão de que o caminho seria melhor.
Realmente, poderíamos ter sido mais felizes, mas a razão
e o coração teriam se privado de coisas que valorizávamos
na época. Isso não nos teria tornado infeliz?
Apesar de termos o amor, naquela oportunidade de escolha, isso não
bastava. Por mais felizes que tivéssemos sido, sempre guardaríamos
certa insatisfação, pois a ambição não
permitiria que fôssemos completamente afortunados.
E a pessoa que consentiu dividir a vida conosco, talvez tivesse aceitado
representar o papel de apaixonada, tendo em vista metas e expectativas
pessoais. Neste caso, nós também fomos uma vítima.
Provavelmente tenha colocado em nós todas suas esperanças
de felicidade e sucesso, como se fosse apenas nossa responsabilidade fazê-la
contente, e daí, colheu desinteresse, frieza, indiferença
e desamor.
Embora o casal tivesse outro interesse, depois de alcançado o
objetivo do casamento, não mais se deram o trabalho de continuar
fingindo. Vendo que nenhum exigia nada do outro, acomodaram-se. Era agradável
pensar que não se amavam, mas se aturavam, diminuindo assim a culpa
da consciência. Ambos se envolveram em ambições próprias.
Somos assim, selecionamos o que parece ser melhor na ocasião.
A vida não oferece tudo ao mesmo tempo. É uma coisa ou outra.
Sempre queremos tudo. Tentamos ludibriar a existência, pretendendo
ir além do que nos dá. Optamos por um caminho, mas não
desistimos do outro. Pensemos juntos: se houvéssemos escolhido
outra opção, estaríamos conformados em não
possuir a posição que ocupamos hoje?
Cada indivíduo atrai para si as experiências que necessita
para desenvolver seus potenciais e alcançar a maturidade. Atraímos
de acordo com o que irradiamos. Cada um é responsável pelo
próprio destino. A verdade sempre aparece e recicla conceitos,
idéias e até sentimentos. A maturidade se conquista no processo:
vivência e experiência nem sempre agradável, porém
adequada. Os enganos têm um preço doloroso, a desilusão.
Mas há uma colheita preciosa, o amadurecimento. Todos temos uma
missão a cumprir no mundo. O dever cumprido nos dá dignidade.
Nem com todo o frio do sul do país, devemos agasalhar o ressentimento,
a frustração, o ódio e o pessimismo no coração.
Isso não modifica o que passou, não é remédio.
Pelo contrário, além de debilitar a saúde e fazer
muito mal, ainda nos entristece. Às vezes, a pessoa mais prejudicada
pelas nossas opções não guarda ressentimentos nem
mágoas, por que nós vamos fazer isso?
Esqueça o passado. Recomece a vida a partir deste momento.
E boa sorte! Felicidades!
TANARA MANTOVANI
tanaramantovani@yahoo.com.br
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