E lá se vão 30 anos sem conquistar o Campeonato Brasileiro. A direção do Internacional pecou e o time perdeu pra si mesmo as chances que teve no Ano do Centenário. Está certo que desde 2001 o Colorado ganha um título por ano, com destaque para o período 2006 a 2008, quando conquistou a Copa Libertadores da América, Mundial, Recopa e Copa Sul-Americana. Mas, o ano de 2009, seria o ano da consagração, e os pecados foram imperdoáveis.
Um início de ano brilhante, com a conquista do campeonato gaúcho e vencendo três clássicos Gre-Nal de forma consecutiva. O caminho até a final da Copa do Brasil era evidente, mas o primeiro erro foi o de Fernando Carvalho. O fato de exibir um DVD aos jogadores do Internacional tripudiando o Corinthians foi o primeiro passo para a perda do título. Jogou fora a oportunidade de conquistar um título nacional, quebrando um jejum de 17 anos.
Se voltarmos atrás, no mês de Janeiro, o erro na verdade foi manter o técnico Tite. Um clube com mais de 100 mil sócios, com dinheiro em caixa, sem dívidas e que almejava grandes conquistas, primeiramente deveria ter no comando de seu elenco técnicos do naipe de Wanderley Luxemburgo, Felipão, Muricy ou Carlos Biancchi, o técnico que fez do Boca Juniors um clube multicampeão. Soma-se a isso o fato de vender o meia Alex e apostar todas as fichas no argentino D\'Alessandro. O argentino é um bom jogador, mas em 14 meses vestindo a camiseta do Internacional só marcou 11 gols.
O jogo de volta, no Beira-Rio, na final da Copa do Brasil não era impossível reverter a situação, mas o Internacional de Tite novamente perdeu por descuido, falta de vontade e garra, e por não possuir um esquema tático definido. A Recopa veio em seguida. Ninguém percebeu, mas conquistando a Recopa o Internacional ultrapassaria o Grêmio no número de conquistas internacionais. Não o fez. Perdeu os dois jogos da final para o modesto LDU do Equador. Lembrando que a LDU disputou a Copa Libertadores este ano e sequer passou da 1ª fase.
Quando o Internacional despontou como um dos líderes do Brasileirão, os primeiros colocados de hoje (São Paulo, Palmeiras e Flamengo) não estavam nem entre os dez primeiros colocados na tabela. Mas a direção vendeu Nilmar e acreditou que jogadores ao nível de Série C, como Alecsandro e Bolaños, fossem substituí-lo a altura. Ledo engano.
O Internacional perdeu a chance de recontratar o maior ídolo de sua história: Fernandão. O ex-capitão colorado acabou trocando o clube pelo Goiás. Mesmo não estando na velha forma, Fernandão seria fundamental ao grupo, pela liderança, vontade, união e mesmo com um pé só daria mais qualidade ao time do que o apático Alecsandro.
E veio a Copa Sul-Americana, e um novo fiasco dos comandados de Tite. O Inter foi eliminado pelo Universidade do Chile, a mesma equipe que esteve no grupo do Grêmio na Copa Libertadores deste ano, e acabou derrotada em casa pelo tricolor gaúcho. Mas o Inter não eliminou a equipe chilena, sendo eliminado na 1ª fase.
Embora tenha conquistado o 1º turno do Brasileirão, o Colorado foi perdendo pontos em casa, parecia ter medo de ser líder e nesta altura da competição a vaca já foi pro brejo. Erros e inúmeros erros da direção colorada.
Quando Tite finalmente saiu, a direção surpreendeu a todos com o inexperiente Mário Sérgio. O mesmo Mário Sérgio que anos atrás afundou o Grêmio, e que neste ano, treinando a Portuguesa, foi eliminado da Copa do Brasil, na 1ª fase, para um clube do Acre. Outro erro da direção.
Para um clube com mais de 100 mil sócios e que foi campeão mundial em cima do poderoso Barcelona, o Internacional não pode ter em seu elenco jogadores pífios como Danilo, Arílton, Marcelo Cordeiro, Danny Moraes, Alecsandro, Bolaños, Wagner Líbano, Alan Kardec, Glaydson, Maycon, Edu e cia. Não dá mais para Índio e Bolívar. Taison enganou todo mundo. D\'Alessandro já deu o que tinha que dar. E o Lauro não é um goleiro confiável. Só resta rezar para a direção não vender Sandro e Giuliano, nem se desfazer de Fabiano Eller e Kleber.
Esta na hora de pensar com alma e espírito de clube grande. O Internacional precisa de uma estrela. O nome certo no momento seria o de Riquelme, eis que o craque argentino custa somente R$ 4,3 milhões. Para a ala direita, um grave problema desde que Luiz Carlos Winck parou de jogar, Léo Moura do Flamengo. Para a zaga, o uruguaio Lugano e para o ataque o ex-corinthiano Liédson. Para o meio-campo, Ortigoza do Palmeiras e o retorno de Tinga. E lógico, trazer de volta Fernandão e Rafael Sóbis.
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